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:: Sexta-feira, Agosto 26, 2005 ::
"O universo adquire dimensões vastas e amplitudes que
só a ausência de palavras ousaria compreender."
Tenha um ótimo final de semana!!!
:: 11:02 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Quinta-feira, Agosto 25, 2005 ::
Como se pudéssemos surgir no antes ou no depois e não naquela hora ou naquele momento
Talvez eu vá até a beira e te traga uma estrela
Então tu percebe que não deveria estar ali, sentado ali ou naquele lugar, no meio daquelas pessoas. Mas de longe a gente via que não iríamos escapar e quando se está numa situação dessas não tem como os pensamentos, que não são à toa, surgirem. E então se tenta de todas as formas encontrar uma saída para aquela situação em que a gente se meteu. Talvez fosse bom sumir por um tempo ou então se pudéssemos surgir no antes ou no depois e não naquela hora ou naquele momento em que se encontraram. Mas não se sabe o que vai e pode acontecer e talvez deixar pra trás não seja a solução certa. Talvez não adiante e, quando tu voltar, pode tá tudo na mesma e nada mudou. Talvez sumindo por um tempo tu seja esquecido. E, daí sim, tu vai perceber que não era nada daquilo que tu tava pensando-imaginando-sentindo. Talvez eu vá até a beira e te traga uma estrela. Ninguém escapa do peso e da vontade de viver assim. Não assim. Mas como se quer e se deseja e se tem vontade. Então tu percebe que realmente não pode ficar ali, rodeado de pessoas que estão num outro caminho. Acostumados com certas situações caseiras, entre amigos. Mas só entre eles. É como se tu estivesse no meio. À vontade mas no lugar errado. E tu sente e percebe que não está sendo justo. Mas nunca desonesto. Então tu percebe que a vida é curta pra ver e a gente precisa acordar para o tempo. E talvez arriscar. Dê uns passos pra trás, corre pra frente e impulsiona. Porque eu não consigo "não te dizer o que eu penso". Pode-se ficar dias sem estar 'por perto', semanas talvez, mas sempre ali presente. E daí tu escuta aquela música que diz que "se tem que durar, vem renascido o amor... um século, três, se as vidas atrás são parte de nós... e como será? o vento vai dizer... lento o que virá... e se chover demais a gente vai saber... se alguém depois sorrir em paz... só de encontrar..."
:: 3:33 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Segunda-feira, Agosto 22, 2005 ::
Diálogo 1 - num bar qualquer com mesas de sinuca
Ali ó, bola oito na caçapa do fundo! / Tá meu, joga! / Lucas, deixa eu te perguntar uma coisa antes, tu que é meu brother, meu amigo e me conhece. Como tu acha que eu levo a vida? Como um barco que é levado pela correnteza? / Bah meu, tenho que pensar pra te responder isso, mas acho que sim. A gente não tem muito o que fazer./ Mas de onde tu tirou isso? Porque tá perguntando? / Nada não, eu preciso saber...
Diálogo 2 - num bar com banda de rock onde a média de faixa etária era de 40 anos
Paulo, quanto à pergunta de ontem que tu me fez, acho que a gente acaba levando a vida como um barco que segue com a correnteza. Não que isso seja ruim nem nada, apenas é uma maneira de as coisas acontecerem. Seria muito pior se a gente fosse como essas caras atucanados, que só pensam no futuro, são ambiciosos pra caralho, dinheiro, dinheiro, investimentos, atucanações, etc. / Pois é, eu não consegueria viver assim. Talvez por eu ser um cara sossegado, tranquilo, por não me atucanar muito com as coisas e tal. / Meu, olha só essa coroa! Linda! / Caralho, baita gostosa. Vâmo ficar por aqui. / Esse cara que tá com ela certo que não tá pegando. Bobeou a gente dá o bote./ Certo./ Mas então velho, acho que de uma forma ou de outra a gente não tem muito como fugir dessa situação. Temos empregos estáveis, ganhamos a nossa grana e nos sustentamos, claro que temos planos pra futuro, como comprar um apartamento, casar, ter filhos, ter uma estabilidadade financeira e tal. / Por falar em filhos, eu pretendo ter o meu até os 33 mais ou menos, pra poder curtir. / Pois é cara, eu também. Quero poder ver meu moleque correndo de bermudão na beira da praia e eu pegando onda com ele. / Caralho, olha aquele velho dançando ali embaixo, putamerda! / Ahahah... cara temos que fazer um pacto e estabelecer algumas metas. / Feito. / Meta número 1: ter um filho até os 33 anos./ Caralho, eu só tenho 4 anos pra encontrar a mulher do meu filho então, eheheh. / Meta número 2: depois de velhos jamais dançar como aquele cara ali embaixo e achando que tá agradando a mulher, dançando e pulando com as mãos pra cima. / Meta número 3: nunca, em hipótese alguma colocar um blusão nas costas e amarrar na frente, ahahah. / Boa, putamerda! / Meta número 4: se um de nós fizer alguma coisa dessas, tirando o filho, a gente se compromete em tentar salvar um ao outro. / É isso aí! / Feito. / Tá meu vâmo embora, tirando essa coroa aqui não tem mais ninguém que preste nesse bar, além da banda ser uma merda. / É, 'vâmbora' a coroa nem se vazou pra gente, vâmo nessa...
Os nomes e os lugares citados foram trocados para evitar possíveis constrangimentos.
:: 4:17 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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